Deixei o direito pela fotografia

11 de maio de 2026

Não foi uma decisão fácil, nunca é, mas em algum momento precisei criar minha resposta.

Se valeu a pena, eis uma resposta simples, com absoluta certeza, facilmente o rigor técnico da lei teria engolido meus pueris sonhos.

Não que aqueles 5 anos nada tenham representado, todo um estudo sobre o pacto social e ordenamento jurídico me ajudaram a criar uma base inclusive para ver a fotografia com mais seriedade, já que o olhar e registro cotidiano também permeiam tão profundo nossa sociedade.

Hoje sou fotógrafo e tenho 28 anos, muito novo inclusive para contar história, mas convicto e apaixonado o suficiente para falar que as possibilidades são infinitamente maiores onde bate o coração.

Quando assumi de fato a fotografia, vi que ali era apenas mais uma porta para outra infinidade de conhecimentos. Comunicação, marketing, escrita, tudo que significa trânsito de ideias poderia auxiliar meu visual.

Com o tempo o caminho fica menos turvo e o dia amanhece, a fotografia vira uma associação instantânea e um laborioso laboratório.

Olhando em retrospecto, os últimos 5 anos foram valorosos, basicamente o tempo de outra faculdade, mas que foi estudada em campo, sem professor e sem manual.

Por fim, há um ditado que diz o direito não socorre aos que dormem.

Nem o direito, nem a vida, e nessa história eu quis ficar acordado.